Sorocaba, 04/08/2019
Cheguei hoje em um estado de exaustão mental, algo sempre presente em minha vida.
Fui ensinado a pensar, repensar, pensar o pensamento de forma exaustiva e isso tem um bom sentido na definição da minha mente e da forma como eu me comporto de forma externa, mas também me traz longos dias de dores de cabeça, desconstrução e reconstrução de ideias e remodelação do meu senso crítico.
Por que estou dizendo isso... porque o processo de elevação de nosso mecanismo crítico, lógico e reflexivo precisa ser constantemente reavaliado.
Nossa personalidade não está imune de mudanças, e não deve nunca estar nesse estado!
Entretanto, hoje ela me cobrou um preço muito alto. Nada nocivo, nada prejudicial, nada que uma noite bem dormida não resolva, mas, me vejo completamente num estado de crise existencial, o que muito me agrada, esses períodos de perturbação da mente que desestabiliza o ser e nos joga num estado em que ou lidamos com elas e "subimos um nível," ou ficamos num estado de estagnação da mente em um problema.
O que nos faz sermos melhores, é quando identificamos as soluções de nossos problemas.
Lembro que eu tinha anotado uma vez em um dos meus cadernos de anotações e pensamentos:
"Da estagnação não se retira nada, somente o ser estagnado."
De fato, só retiramos algo quando nós mesmos venhamos a nos retirarmos primeiramente desse estado de estagnação.
Lembro-me dos meus tempos na universidade, era único ver todas aquelas pessoas do grupo de filosofia.
Todos sempre agrupados em grupos menores dentro da sala enquanto o professor não chegava.
Poucos dispersos, e muitos envoltos logo cedo em discussões acaloradas sobre novas formas de vermos os problemas trabalhado dentro da sala. Poderíamos facilmente sairmos de uma roda de membros discutindo o Marx, para migrarmos em outra que ao lado discutia o niilismo e toda sua força na vida das pessoas.
Todos desde muito cedo, por volta de 06:15 já estavam em profundo ato de diálogo e estresse por conta de confronto de ideias filosóficas.
Foi dessa época que eu tirei até hoje esse comportamento de sempre me pegar em pensamentos e levá-los a um estado de dissecação dos pensamentos que fora pensados.
O preço é dor, estresse, indignação, raiva, alegria, perturbação, praticamente todos os sentimentos vêem de forma muito intensa, mas a recompensa disso é uma certeza de que após da crise, quando a maré de nossa mente se acalma, nos tornamos um pouquinho mais capazes.
Somos seres pensantes, e como seres pensantes, precisamos sempre encontrar novas formas de se pensar, de indagar, de criticar e principalmente, de se recuperar.
Site da minha querida amiga Juliana Vannucchi e colega nos tempos de universitários
http://www.acervofilosofico.com.br/
Instagram @g.hros
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